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Dia Mundial da Terapia Ocupacional

27 de outubro, 2025

 A Terapia Ocupacional. O que é? 

Antes de responder a esta pergunta, talvez seja importante falar sobre a definição de ocupação e o que é que este termo significa para nós, terapeutas ocupacionais. 

Nesta área, as ocupações referem-se às atividades quotidianas que as pessoas realizam individualmente, em família e na sociedade onde estão inseridas. 

Estas ocupações trazem significado e propósito à vida da pessoa e incluem atividades ligadas ao cuidado de si próprio, à produtividade (através do trabalho, por exemplo) e à apreciação da vida (através de atividades de lazer, geradoras de bem-estar). As ocupações são, assim, essenciais para a identidade e competência de uma pessoa, influenciando a forma como cada um se vê, emprega o seu tempo e dá significado à sua vida. 

A ocupação faz parte da condição humana e introduz pilares estruturantes na vida de cada um, permitindo-nos pertencer a um lugar, a um tempo ou a um grupo. 

Sendo o ser humano um ser de ocupações e assumindo que estas têm um papel primordial na nossa vida, é clara a relação intrínseca entre estas e a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida. E é nesse pressuposto que a Terapia Ocupacional assenta e procura reabilitar as pessoas que, por razões neurológicas, físicas cognitivas ou psicossociais, se vêm impossibilitadas de participar plenamente nas atividades que consideram importantes para si e para os seus. O objetivo primordial é intervir com as pessoas, com o intuito de promover o bem-estar, a qualidade de vida, mantendo a sua identidade ocupacional e dignidade, tendo, sempre, em atenção as necessidades e desejos de cada pessoa. 

Para isso, utiliza como recurso e como fim a ocupação, desde que valorizada, de forma a devolver competências físicas, cognitivas, sensoriais e sociais, importantes a cada momento do nosso dia-a-dia. Assim, vamos estimular ou manter as competências individuais de cada pessoa que nos chega. Desenvolvemos variadas atividades para ir ao encontro das características individuais e únicas de cada um, facilitando um meio para a autonomia e bem-estar. 

Assim, a terapia ocupacional proporciona à pessoa, a estimulação de competências, potenciais, autoestima, capacidades e dignidade e devolve o prazer de viver, através da participação e envolvimento em ocupações significativas, necessárias e importantes. 

Aristóteles dizia que “nós somos aquilo que fazemos”. Para além disso, tenho vindo a refletir e penso que somos mais do que aquilo que fazemos. Somos agora, aquilo que já fizemos, que sentimos e o que representamos para alguém. 

Por muito que não consigamos “fazer” ou desempenhar ações e rotinas da mesma forma que sempre desempenhámos, a nossa essência mantém-se e deve ser valorizada e incentivada, estimulando essas tais ações e rotinas. E é nisso que a Terapia Ocupacional acredita e se foca no seu trabalho diário no Campus Neurológico! 

 

Tp. Janete Moreno

Equipa Terapia Ocupacional, CNS – Campus Neurológico